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Caso Isabella Nardoni 🔴

  • Foto do escritor: Resenhas Alt
    Resenhas Alt
  • 7 de nov. de 2024
  • 3 min de leitura

Olá, estranho.

A narrativa de casos reais hoje não será sobrenatural, e sim um crime hediondo desumano que ocorreu em 2008 no Brasil.

Todos se chocaram com o andamento da investigação, e espero que todos também desfrutem da leitura entendendo como foi péssimo todos os atos cometidos.


Ana Carolina Cunha de Oliveira conheceu Alexandre Alves Nardoni ainda na adolescência, engravidando aos 17 anos, numa relação repleta de tensões e sem o apoio do próprio namorado e da família dele. A filha do casal, Isabella de Oliveira Nardoni, nasceu quando os pais já estavam separados. Alexandre pagava uma pensão alimentícia de 250 reais e tinha direito a duas visitas mensais. Isabella vivia com a mãe e os avós na Zona Norte de São Paulo, e, apesar da situação familiar complicada, nutria um carinho especial pelo pai.


A convivência entre Alexandre e sua nova parceira, Ana Carolina Jatobá, era marcada por conflitos, o que foi confirmado por vizinhos que relataram brigas frequentes e até episódios de agressão física. Ana Carolina demonstrava um grande ciúme de Isabella e de Ana Carolina Cunha, mãe da menina. Em março de 2008, durante uma visita ao pai, Isabella, então com cinco anos, estava na casa dele e da madrasta quando uma tragédia abalou a família e o país. Na noite do dia 29, às 23h59, a polícia foi chamada para atender uma suposta tentativa de roubo onde uma criança teria sido arremessada pela janela do sexto andar.


A primeira chamada foi feita por um vizinho, enquanto Alexandre e Ana Carolina, sem contatar diretamente as autoridades, alegaram que preferiam chamar os familiares. Segundo o casal, ao chegar ao prédio, deixaram Isabella a dormir no carro, e Alexandre teria subido primeiro com a menina para colocá-la no quarto. Ao voltar para ajudar Ana Carolina a subir com as outras duas crianças, o casal teria encontrado a porta do apartamento aberta e a grade de proteção do quarto de Isabella cortada, avistando o corpo da menina no térreo.



No entanto, o depoimento inicial do casal rapidamente se tornou suspeito. Durante mais de 24 horas de interrogatório, Alexandre e Ana Carolina apontaram supostos suspeitos e chegaram a mencionar nomes, mas após 23 interrogatórios com possíveis testemunhas, nada concreto foi encontrado. Vizinhos descreveram uma relação conturbada entre os dois, que frequentemente envolvia discussões e ciúmes de Ana Carolina em relação a Isabella e sua mãe.


A cada investigação, surgiam evidências que contrariavam a versão do casal. Alexandre e Ana Carolina afirmaram ter descido imediatamente após perceberem que Isabella havia sido jogada, mas o porteiro desmentiu essa versão. Dentro do apartamento, foram encontradas gotas de sangue, alinhadas como se alguém carregasse Isabella no colo. Marcas de sangue foram localizadas próximas ao sofá, onde aparentemente tinham sido parcialmente limpas, assim como no carro da família e na fralda lavada no banheiro, todos contendo o sangue de Isabella.


No exame do corpo de Isabella, o legista confirmou múltiplas agressões, sendo a mais grave uma asfixia que ocorreu antes da queda. A menina tinha marcas de dedos roxos, ferimento na testa, boca e língua machucadas, sugerindo violência extrema. Os investigadores concluíram que, no carro, Ana Carolina teria agredido Isabella, causando o corte na testa. Alexandre usou uma fralda para conter o sangramento, pegando Isabella no colo e tentando abafar sua boca. Ao entrarem no apartamento, o casal teria jogado Isabella no chão, o que resultou em fraturas e lesões na bacia, seguido de asfixia por Ana Carolina. Alexandre então teria cortado a grade de proteção da janela e arremessado Isabella pela janela, segurando-a pelos pulsos.

A polícia usou um rastreador no carro para confirmar o horário de desligamento do motor e a ligação de emergência, percebendo que o intervalo era de apenas 12 minutos, enquanto o relato do casal sugeria mais de 19 minutos, revelando contradições. Diante das provas, o casal foi preso preventivamente e, em 2009, condenado por homicídio triplamente qualificado e fraude processual. Alexandre Nardoni recebeu uma pena de 31 anos em regime fechado, onde permanece até hoje, enquanto Ana Carolina Jatobá foi sentenciada a 26 anos e está em regime semiaberto desde 2017.

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