Play with me - Sally suja 🟡
- Resenhas Alt

- 20 de ago. de 2024
- 11 min de leitura
Olá, querido leitor.
Vamos para outra creepypasta do primeiro nível. Essa em específico, aconselho caro desconhecido, que tenha cuidado ao ler. Se possui gatilhos que envolvem abuso e estupro peço encarecidamente que não leia essa história.
Essa vai ser mais longa...
"Play With Me" é uma conhecida creepypasta que narra uma sinistra experiência envolvendo um fantasma ou entidade com aparência de criança. A história é repleta de elementos de horror psicológico, explorando o medo do desconhecido e a inocência infantil transformada em algo malévolo.
Boa leitura!
O verão foi agradável e quente naquele ano. O sol, como sempre, trouxe calor, mas a brisa leve que marcava sua presença na vizinhança fazia com que os dias não fossem nem muito quentes nem muito frios, lembrando quase um outono ou até mesmo a primavera. O clima era simplesmente perfeito. Mas um verão que Sally nunca esquecerá.
Sally era uma menina de oito anos, cabelos castanhos longos e cacheados e olhos verdes marcantes. Ela era muito educada, nunca mentia e fazia o que lhe mandavam sem hesitar. Sua mãe e seu pai simplesmente a amavam, eles não poderiam ter uma filha tão perfeita quanto Sally.
A pequena garota ria enquanto brincava com os amigos no quintal de sua casa, variando de amarelinha, pular corda, bonecas, pega-pega. A mãe de Sally, admirando a cena pela janela da cozinha, sorria calorosamente pela cena inocente logo limpando as mãos no avental, gritando.
"Sally! Entre agora, é hora do almoço!" Sally levantou os olhos da boneca e sorriu.
“Ok, mamãe!”
Sentada à mesa de jantar, Sally se sentou em seu lugar de sempre, animada por saber o que viria de almoço. Sua mãe colocou um sanduíche de manteiga de amendoim e geleia sem cascas e alguns talos de cenoura e aipo ao lado, com suco para beber.
“Obrigada, mamãe.”
“De nada, querida.” Quando a criança começou a pegar seu sanduíche, sua mãe sentou-se em frente à menina e sorriu observando-a comer. “Adivinha! Seu tio Johnny está vindo.” Sally olhou para cima e sorriu, toda a boca melada com a cobertura do sanduiche, simplesmente adorável.
“Realmente! Jommy??” ela repetiu através da comida. Sua mãe riu e assentiu.
“Ele está vindo para ajudar o papai com o trabalho dele, e para cuidar de você também. Talvez todos nós possamos ir ao carnaval!” Sally mastigou o resto do pedaço rapidamente e engoliu.
“Sarah e Jennie podem vir também?” Sua mãe olhou para cima, pensativa.
“Bem, isso cabe à mãe e ao pai delas decidir. Mas se elas puderem, claro!” Mais uma vez a criança riu e pulou na cadeira, agora ainda mais animada com as férias de verão.
Ao longo dos próximos dias, o tio Johnny dirigiu até a casa. Saindo do carro, o homem esticou os braços sobre a cabeça e soltou um suspiro cansado após a viagem longa.
“Tio Johnny!” Uma pequena voz gritou alegremente, chamando a atenção do homem. Sally largou a corda com que estava brincando e correu até o membro da família, abraçando-o com os bracinhos curtos.
“Ei, Sal! Como você está?” Ele perguntou pegando a garota no colo com facilidade, dando-lhe um abraço apropriado. A garota riu e olhou de volta para suas amigas, que agora estavam acenando em sua direção.
“Eu estava brincando. Sarah e Jennie!!! Vamos entrar e contar para a mamãe que você está aqui!”
“Parece uma ótima ideia.” Ele sorriu e entrou na casa, chamando a mulher. “Marie! Estou aqui!” Ele chamou, seguido por Sally imitando-o.
“Mamãe! Ele está aqui!” A mulher esbelta saiu correndo da cozinha e sorriu ao ver que Johnny tinha feito isso.
“Johnny, você chegou aqui são e salvo.” O homem colocou a garota no chão e deu um tapinha na sua bunda para mandá-la embora. E abraçou a mulher.
“Claro que sim. Por que mais eu não viria aqui são e salvo?” Ele riu, entrando na cozinha com a mulher. Sally trotou até a porta da frente, gritando que voltaria para brincar lá fora.
“Certifique-se de entrar antes de escurecer!”
“Sim, senhora!” E a menina foi embora.
À medida que o jantar se aproximava, o pai de Sally chegou em casa, feliz por ver que seu irmão também estava lá. Entrando com sua filha, ele caminhou até Johnny com um aperto de mão estralado e um abraço de lado batendo em suas costas, como bons amigos.
“É bom ver você, cara, como você está?” Ele perguntou cruzando os braços, observando sua esposa arrumar a mesa para o jantar. Johnny deu de ombros, brincando com os polegares.
“Karen e eu nos separamos.”
“Ah, isso é terrível, sinto muito” Johnny balançou a cabeça com um sorriso.
“Relaxa, está tudo bem. Estou feliz, posso ser livre sem ter alguém constantemente querendo saber onde estou e o que estou fazendo.” Os dois homens riram juntos, indo até a mesa para comer. “Hmmm.”
“Obrigada, fico feliz que tenha gostado.”
“Esta uma delícia, mamãe.” Os adultos sorriram e riram dos elogios da criança.
Prato após prato estava vazio, e Sally começou a bocejar repetidamente, esfregando os olhos com as mãos. Sua mãe sorriu e gentilmente esfregou suas costas em forma de agradecimento e carinho.
“Parece que alguém está cansada. Hora de dormir!” Sally assentiu e saiu de sua cadeira, pegando seu prato e levando-o para a pia. Sua mãe se levantou para levá-la para a cama, mas parou quando John agarrou seu braço.
“Vou levá-la para a cama.” Ele sorriu, ganhando um em troca.
“Tudo bem, obrigado John.” O homem assentiu, observando a mulher ir lavar a louça e guardar as sobras. Então olhou para ver seu irmão sair para o banheiro para se lavar, e seguiu a jovem até o quarto dela.
John sorriu e fechou a porta atrás de si, observando a garota vasculhar a cômoda em busca de um pijama para vestir.
"Você precisa de ajuda?" Ele perguntou, observando a garota olhar para cima e acenar. "Ok, vamos ver o que você tem." O homem foi até ela e começou a olhar seus vários pijamas. "Você tem alguns estampados de morango. Aposto que você vai cheirar como eles em seus sonhos." Ele pegou a camisa e mostrou a ela, dando algumas inalações profundas. Sally riu e balançou a cabeça, indicando que ela não queria usar seu pijama de morango. Johnny assentiu e colocou a camisa de volta, então puxou outra camisa com um unicórnio. "Que tal essa? Aposto que você vai montar na senhorita unicórnio aqui." Novamente a criança riu e balançou a cabeça negativamente. O homem soltou um pequeno bufo antes de colocá-lo de volta. Então tirou uma camisola branca normal. "Que tal isso? Ser capaz de se transformar em uma princesa com isso." Os olhos de Sally brilharam e bateu palmas animadamente e assentiu. Colocando o vestido em sua cama, ele estendeu a mão para ela e começou a desabotoar sua camisa.
“Eu posso me vestir, tio.” Ela disse com um sorriso, olhando para as mãos dele em sua blusa. O homem sorriu de volta e assentiu, continuando a trabalhar seu caminho para baixo de sua blusa.
"Aposto que você pode, mas você está cansada, e por que não pedir ajuda?" Ele perguntou, observando Sally assentir algumas vezes. Depois de desabotoar sua blusa, ele a tirou dos ombros dela e deu uma boa cutucada em sua barriga, fazendo-a rir. Ele sorriu e segurou a aba de seu short e o puxou para baixo. Finalmente, o homem agarrou sua camisola e empurrou a abertura sobre sua cabeça, certificando-se de que seus braços pudessem passar pelas mangas. "Tudo pronto!" Ele disse alegremente, observando a garota sorrir de volta, rindo quando ela pulou em cima de sua cama. Johnny se levantou e pegou suas roupas, a porta se abriu e a mãe de Sally entrou para colocá-la na cama.
“Você está pronta para dormir?” Ela perguntou andando ao redor da cama. Johnny olhou para cima e correu para o outro lado da cama.
"Vou colocá-la na cama, tudo bem?" Marie olhou para ele e sorriu balançando a cabeça.
“Claro que não.” Ela olhou para a filha e se inclinou, beijando a criança na testa. “Boa noite, querida.”
“Boa noite, mamãe.” Dando uma leve esfregada na testa da menina com o polegar, a mulher pegou as roupas que Johnny tinha e saiu do quarto. Johnny sorriu para a mãe e foi até o interruptor de luz, apagando-o. Ele fechou cuidadosamente a porta do quarto dela e a trancou. Lentamente, ele olhou por cima do ombro em direção a Sally. Johnny tinha um sorriso torto e assustador.
Depois dos próximos dias, Marie notou que Sally não estava agindo como ela mesma. Ela não estava sorrindo tão brilhantemente quanto antes. Ela não estava alegre e não falava com a mesma quantidade de felicidade. Marie segurou a mão da criança antes que ela saísse para brincar com seus amigos e a levou para o lado. Sally olhou para sua mãe com um olhar confuso.
“Querida, você está se sentindo bem?” Ela perguntou, ajoelhando-se para ficar na altura da criança. Sally olhou para ela distraidamente e começou a chorar lentamente. Sua mãe arregalou os olhos em confusão. “Sally?”
“M-mãe… eu… eu não queria…” A menina conseguiu dizer entre soluços.
“Não queria fazer o quê, querida?”
“Eu não queria brincar… Eu não queria jogar o jogo dele…” A criança olhou para a mãe e a abraçou forte. “E… Ele tocou em m-mim… E e me fez tocar nele!” Marie franziu a testa e começou a acariciar gentilmente o cabelo da criança, confortando-a.
“Shhh, está tudo bem. A mamãe está aqui agora.” Foi um pesadelo, só isso. A menina teve um pesadelo assustador. “Está tudo bem agora, ok? Não se preocupe mais com isso.” Ela observou Sally olhar para ela, sua respiração entrecortada pelo choro, e sorriu.
“O-ok mamãe...” Sua mãe sorriu e beijou sua testa.
“Agora vá se lavar, não quero que brinque com seus amigos com o rosto sujo.” Sally soltou uma risadinha e correu para o banheiro para lavar o rosto.
Mais tarde naquele dia, Johnny e seu irmão voltaram do trabalho. Frank suspirou, sorrindo quando viu Sally acenar para ele. O pai acenou de volta e fechou a porta do carro, indo até a casa. Johnny olhou para Sally também e sorriu, acenando para ela. O sorriso da criança murchou lentamente, mostrando menos felicidade nele, mas acenou de volta também. Johnny também entrou na casa, parando quando ouviu a conversa entre seu irmão e sua esposa.
“Sally o quê??” Frank perguntou.
“Ela teve um pesadelo. Um muito ruim. Ela disse que “ele” a tocou.”
“Bem, quem diabos é “ele”!?”
“Eu não sei, Frank… Mas, foi só um pesadelo. Eu só queria te contar o que está acontecendo com ela e por que ela estava agindo diferente.”
Johnny franziu as sobrancelhas de raiva, os nós dos dedos ficando brancos. Então, se acalmou rapidamente, pensando rápido. Ele sorriu e entrou na sala, fazendo parecer que ele tinha acabado de entrar na conversa deles e levantou as sobrancelhas.
“Ops... interrompi alguma coisa?” Ele perguntou, observando o casal balançar a cabeça. Johnny sorriu novamente e apontou para o carro. “Vou até a loja, precisa de alguma coisa, Marie?” A mulher sorriu e olhou para a cozinha.
“Sim, na verdade. Você pode me trazer alguns ovos, leite, pão e suco?” Johnny assentiu, prestes a sair até que ele parou.
“Sally queria ir também, só queria te informar.” Marie sorriu.
“Sally!” A garotinha olhou para cima o observando. “Venha, vamos para a loja!” John seguiu para o carro esperando que a menina iria seguir o mesmo caminho. Sally parou e considerou por um momento, até deixar suas bonecas na grama do jardim.
“Vou voltar daqui a pouco, por favor cuide da Marzapan e Li-lly para mim” Jennie e Sarah sorriram e deram tchau, continuando a brincar com as bonecas agora sem Sally. Ela seguiu o caminho até o carro entrando pela porta do passageiro e ficando segura com o cinto após se sentar. “A mamãe quer ir para a loja?” Ela perguntou. Johnny Assentiu com a cabeça e colocou a chave na ignição, iniciando a rota.
“É, ela quer que eu pegue um pouco de comida para ela. Talvez eu possa pegar algo para você também.” Ele sorriu olhando para a criança. Sally sorriu nervosamente de volta e olhou para frente, observando a paisagem passar. Assim que chegaram à estrada que levava à loja, Sally percebeu que ele não estava diminuindo a velocidade para entrar no estacionamento. Ficando muito confusa ela olhou para ele franzindo as sobrancelhas.
“Tio Johnny, a loja fica ali atrás...” Ela disse apontando na direção da loja Whole Foods. Mas não teve nenhuma resposta do homem mais velho. Ele apenas continuou dirigindo, com um sorriso muito fraco no rosto. A criança sentou-se e olhou para além do banco de trás, observando a loja lentamente ficar menor até desaparecer de vista. Percebendo que não iriam fazer compras de supermercado, a criança observou seu tio dirigir até o pequeno estacionamento no parque comunitário perto da cidade. Ninguém ia ao parque aos domingos. Sally ficou nervosa, sua respiração acelerou, observando o homem com os olhos arregalados. Johnny colocou o carro em ponto morto e desligou a ignição, olhando para a criança, com raiva obviamente aparecendo em suas feições.
"Você contou à sua mãe o que aconteceu, não contou?" Ele perguntou, observando a garota balançar a cabeça freneticamente em negação com medo em seu olhar. "Você não está jogando o jogo direito, Sally." Seu tom quase tinha um leve canto. O homem se esticou e puxou a garota para ele, ignorando a luta que ela estava fazendo e seus apelos choramingando. "Você disse que jogaria o jogo comigo, Sally, você mentiu para mim." Abrindo a porta do carro ao lado dele, o homem saiu junto com a criança e a empurrou para o chão, prendendo-a rapidamente. Ignorando os gritos e contorções que a criança estava fazendo. "Você tem que ser punida agora por quebrar as regras." Ele disse naquele tom levemente cantado e começou a desabotoar o cinto.
E então, Sally, aquela menina doce e amada não foi mais vista por um tempo.
No jornal, um homem de terno fazia um anúncio esperado pelo público e ansiado pelos pais que sofriam diariamente.
“Acabei de receber um comunicado inédito, um casal encontra o corpo de Sally Williams, de oito anos, no parque comunitário. A menina estava desaparecida e angustiava todo os espectadores, principalmente sua família, que acompanhava a investigação árdua. A busca de uma semana já foi encerrada agora à noite às nove horas. Caso encerrado, meus pêsames a todos. Esperamos que o monstro que realizou esse crime seja preso um dia”
Anos depois, uma adolescente comum vive na mesma cidade que aconteceu o crime de abuso e assassinato de Sally.
...
Ela poderia jurar que fechou a porta antes de deitar-se na cama, percebeu que esqueceu de fechar a porta. Levantando-se do calor e conforto de sua cama, a adolescente atravessou o quarto e fechou a porta. Antes que pudesse voltar para suas cobertas, um barulho surgiu do lado de fora no corredor. Seus pais estavam acordados? Eles devem ter verificado se ela estava dormindo ou algo assim. Assim que cobriu as pernas, a adolescente congelou ao ouvir um som fraco de... choro? Embora parecesse uma criança.
Ela se levanta lentamente da cama mais uma vez indo até a porta e a abrindo. O choro parecia mais alto do lado de fora de seu quarto. Espiando pela escuridão, andou em passos leves pelo corredor, seguindo os sons do choramingo. Ao chegar ao fim, a menina perdeu seu ar. Sentada no chão em frente à janela iluminada pela lua, estava uma garotinha. Ela estava curvada, chorando. Como ela entrou na casa deles? Pela janela? Engolindo em seco, a adolescente falou.
“Quem… Quem é você? Como você entrou na minha casa?” Ela perguntou.
De repente, o choro parou. A criança lentamente afastou as mãos trêmulas do rosto e olhou para trás, tremendo levemente. Sangue substituiu suas lágrimas, manchando suas mãos. Havia um coágulo profundo de sangue e cabelo na lateral de sua cabeça, sangue vazando do ferimento pelo rosto e em sua camisola suja. Seus olhos verdes brilhantes pareciam ver através de sua alma.
“Esta é a minha casa...” A criança falou, sua voz rouca, soando como se ela estivesse lutando para falar. O corpo da menina se contraiu e se mexeu estranhamente enquanto ela se levantava e se virava para encarar a adolescente. Seus pés estavam sujos, como se ela tivesse corrido na lama. Arranhões cobriam seus joelhos e pernas, e a ponta de seu vestido estava rasgada e esfarrapada. O nome Sally estava costurado na frente. Estendendo sua mão encharcada de sangue, a menina sorriu lentamente, o sangue manchando seus dentes enquanto ela falava.
"Play With Me" explora medos profundos do sobrenatural, a inocência das crianças corrompida pela maldade e os horrores desconhecidos que podem se esconder em nossas próprias casas. A eficácia da história reside em sua habilidade de misturar o familiar com o aterrorizante, alertando também a práticas ilícitas
Nota: ★★★✭✭ (Três estrelas)






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